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domingo, 22 de janeiro de 2012

Te amo

E a gente acha que já esqueceu, que superou, que faz tudo parte do passado
E de repente olha uma foto e lembra um sorriso
Escuta uma música e lembra uma voz
Vê um filme e pensa se a outra pessoa gostaria dele
Come algo e sorri ao lembrar da pessoa te dizendo pra comer direito
Lê uma única palavra e a pessoa vêm na mente
Quer saber? Isso não é esquecer, é fugir, é camuflar
E sabe de uma coisa, sou péssima em camuflar sentimentos
Sou verdadeira, sou intensa
Amo e amo...pronto acabou...
Assumo meu amor aos quatro ventos
E não há nada melhor que isso
Amar por amar, sem vergonha de assumir...
Daiane Jances


sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Cacos de Vidro

Você conhece uma pessoa, aí então cria uma amizade... por ser uma pessoa um pouco fechada e tímida, você confia nessa pessoa de olhos fechados, se entrega totalmente , sem maldade, com carinho...reparte com a pessoa partes da sua vida, do seu dia, traz ela para o seu mundo, que mesmo que ela conheça somente de longe, pra você não é fácil dividir seus problemas, suas confissões. Até que um belo dia(ou mau dia) você descobre que a pessoa não era assim tão digna de confiança, os segredos(aqueles seus, do seu mundo) ela reparte com mais meia dúzia de pessoas, e pelas suas costas ri dos seus conflitos pessoais, faz chacota do seu jeito de vestir, de falar, do seu cabelo, até da sua forma de escrever. Você então se afasta, mas a saudade te faz ceder, e você dá mais uma chance, perdoa. E isso vai se repetindo... até que um belo dia, você decide não mais sofrer, corta vínculos, se desfaz de tudo que um dia foi motivo de alegria, e que hoje só traz decepção. O pior de tudo isso, é que de tanto se decepcionar com as pessoas, de tanto ver tudo e sofrer calado, chega uma hora que você começa a não querer mais conhecer ninguém, não quer mais ninguém no seu mundo, não quer mais sofrer de novo e ver que por mais que muitas vezes, as pessoas pareçam diamantes, no fundo, algumas não passam de pedaços de vidro embaçado. Daiane Jances.

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Me conheces

Me sinto despida diante de ti
Meus medos, minhas culpas
Meus sonhos, minhas angústias
Você me conhece tanto que me dá medo
Conhece meu sorriso disfarçado
Meu olhar assim, meio de lado
Descobre as palavras que às vezes tento esconder

Me conhece tanto que ainda me espanto
Quando falo alguma coisa e você me retribui:
"Eu já sabia, eu imaginava, sabia que gostaria"
Queria que não me conhecesses tão bem
Queria ser um mistério pra você
Não queria que minhas emoções
Ficassem assim
Tão estampadas, desnudas, escancaradas
Queria poder esconder-me de ti
Esconder meus sentimentos
Mostrar-me mais forte
Mais fria, mais distante
Não queria que soubesses
O quanto tua falta me dói
O quanto tua ausência me corrói
E quantas lágrimas em silêncio derramei por ti

Mas me conheces bem
Sabes como me despir do que sinto
Sabes que quando minto
Meus olhos gritam a verdade sem querer
Me conheces tanto
Que um simples Oi é um texto, auto-retrato
E para você já é mais que suficiente
Para conhecer a minha alma de modo exato
Mais uma vez despida, descoberta,
Indefesa em seus laços.

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Manhã de luz

Acordei meio moleca
Com vontade de pular cercas
Beber água de fonte
Subir em árvore
Comer as frutas no pé
Acordei com sabor de infância
Com vontade de aprender
Desafiar o mundo
Não temer nada
Desfazer-me dos meus monstros
Jogá-los embaixo da cama
Brincar de amar e amar como a primeira vez
Como criança
Sem pudor, sem malícia
Roubar beijos escondidos
Ficar vermelha com sorrisos
Deixar meu cabelo embaraçado
Mas a alma limpa
Coração lavado
Acordei assim
Com um sorriso largo
A alma sapeca
Sabor de brigadeiro na panela
Bolo na caneca
E paz no coração.

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Lembranças

Ás vezes ainda me pego pensando em você
Olhando com os olhos tristes a sua foto
Seu sorriso aberto, seu rosto tão doce
Penso em tudo que poderia ser e não será
Coisas que o destino faz questão de me mostrar
A cada dia distante, a cada minuto sem ti
Me pego presa à coisas que nunca senti
Toques que não recebi
Beijos que não desfrutei
Perfumes e abraços que nunca serão meus
Me pego sonhando acordada
Tudo que faço e olho me lembra você
A chuva caindo suave na calçada
Os raios de sol entrando e esquentando minha casa
Aquela música tocando baixinho
Um toque de flautas, arranjo de sonhos, composição de ilusões
Sei que vou esquecer tudo isso
E um dia serão apenas lembranças
Mas enquanto isso não acontece vou seguindo
Te amando, te lembrando, te querendo
E em silêncio pedindo
Que em algum momento
Você ouça uma música
E quem sabe naquele instante
Na duração de um acorde
Seu coração desperte
E também pense em mim...

O amor

Não pode ser tocado, mas pode ser sentido
Não pode ser expressado por palavras, mas pode ser expressado num abraço
Não pode ser manipulado, mas pode ser transformado em algo maior
Não cabe no peito, mas transborda nos olhos
Não se contenta com pouco, mas se sente feliz com um sorriso
O amor é assim
Não se muda, não se compra, não se explica
Quando se encontra motivos para amar, nunca se amou...


quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Sou..

Sou mais cama que sofá.
Mais noite que dia.
Mais lua cheia que sol.
Mais rosa que margarida.
Mais coração que razão.
Mais amor que paixão.
Mais doce que salgado.
Mais música que silêncio.
Mais tequila que whisky. 
Sou esmalte forte. 
Vermelho-escuro. 
Sou prazer, arrepio, suspiro, delírio. 
Sou coragem, impulso, decisão.
Sou falta de paciência, mistério, teimosia. 
Sou inteira, desejo, bem-me-quer. 
Sou anjo e não presto. 
Sou demônio quando quero. 
Por pudor sou impura. 
Na dúvida, recuo. 
Eu tenho todos os defeitos de uma mulher perfeita. 
Sou eu mesma. 
Apesar dos tropeços. 
Sou dia de chuva embaixo das cobertas, sou banho de chuva. 
Borboleta de verão. 
Sorvete de baunilha. 
Calda de caramelo. 
Morango com chocolate. 
Chocolate no inverno. 
Sou aquela música lembrada. 
O som do vento na praia, o barulho do mar. 
Eu às vezes incomodo o tempo, mas ele sempre passa. 
Sou tudo e nada, tem mais presença em mim o que me falta.

Autor desconhecido.


segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Sombra.

Nego o amor que sinto
E a cada negação meu coração fica mais pequeno
Queria poder gritar ao mundo
Poder espalhar ao vento
Sem vergonha e sem receio
Amar não é pecado
Não é um crime
Não é certo deixá-lo trancafiado a sete chaves no peito
Nem à pessoa amada poder dizer
A cada eu te amo não dito
Minha alma se entristece
Se apequena, se esmorece
Quisera poder arrancar do peito
Esse sentimento indigesto
Que por não poder ser demonstrado
Me consome, me corrói
Me transforma em sombra
Em nada, em apenas um reflexo.

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Medo

E quantas vezes o medo me dominou
As mãos tremeram
As pernas sentiram
A timidez foi mais forte
Quantas coisas perdi por medo de tentar
Receio de levar um não
De parecer chata
De não querer incomodar
De ter medo de viver
Quantas vezes o medo me calou
E as palavras que eu queria dizer
Ficaram presas na garganta
Diálogos intermináveis comigo mesma
Frases que deveriam ser ditas
Sentimentos explicados

Não sei em que momento me perdi
Em que instante deixei a menina medrosa
Calar a mulher que há em mim
Em que estrada o medo se apoderou das rédeas
E conduziu meu caminho
Sinto que ele me sufoca
Me acomoda, me entristece
E se quero me encontrar de novo
Esse medo tenho que esquecer
Ter coragem de ser eu mesma
De dizer o que me incomoda
De dizer aquilo que sinto
E quando eu conseguir isso
Talvez a felicidade me encontre...

Talvez

Talvez seja apenas mais um caso de amor
Onde o mocinho apareça numa tarde ensolarada
Quando menos se espera e salva a menina assustada
Dos seus piores pesadelos..
Talvez seja um caminho com muitas escolhas
Encruzilhadas escuras, caminhos sombrios
Destinos distantes e chegadas felizes
Talvez o amanhã realmente não importe
Talvez o ontem não tenha sido tão bom
Talvez as marcas da dor ainda não tenham curado
Talvez o amor nunca chegue
Ou chegue muito tarde transformado em sorriso
Em voz macia e serena
Esculpido em um corpo bronzeado
Realmente da cor do pecado
E talvez, amar valha a pena..
Vale os riscos, os pecados, os prazeres esperados
Talvez a distância incomode
O destino separe, as manhãs se tornem cinzas
Mas onde o sorriso se encontra
As mãos se unem
E o amor vale a pena
O talvez não importa mais...

Apenas seja...

E quando todas as palavras forem desnecessárias
Quando bastar um sorriso pra dizer que me amas
Quando eu sentir o sentimento incontido
Na alma sentido e no corpo em chamas...
Apenas me abrace e seja meu mundo um instante
Deixe a vida lá fora perder seu sentido
Seja meu, corpo, alma, mente e coração...
Seja você, com seu sorriso largo, seu abraço apertado
E seu amor desmedido...

Apenas eu.