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sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Medo

E quantas vezes o medo me dominou
As mãos tremeram
As pernas sentiram
A timidez foi mais forte
Quantas coisas perdi por medo de tentar
Receio de levar um não
De parecer chata
De não querer incomodar
De ter medo de viver
Quantas vezes o medo me calou
E as palavras que eu queria dizer
Ficaram presas na garganta
Diálogos intermináveis comigo mesma
Frases que deveriam ser ditas
Sentimentos explicados

Não sei em que momento me perdi
Em que instante deixei a menina medrosa
Calar a mulher que há em mim
Em que estrada o medo se apoderou das rédeas
E conduziu meu caminho
Sinto que ele me sufoca
Me acomoda, me entristece
E se quero me encontrar de novo
Esse medo tenho que esquecer
Ter coragem de ser eu mesma
De dizer o que me incomoda
De dizer aquilo que sinto
E quando eu conseguir isso
Talvez a felicidade me encontre...

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