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quarta-feira, 22 de maio de 2013

Saudade e Distância




Já dizia um poeta: "saudade é um pouco como fome, só passa quando se come a presença". Mas e quando não há a presença se faz o quê? Se a saudade fosse de alguém perto, que a gente atravessa a rua e dá na frente do portão, mas não, com tantas pessoas no mundo você tem que sentir saudade de alguém a milhares de quilômetros. E ainda por cima, um tipo de saudade mais diferente ainda, aquela que você sente sem nunca ter tido a oportunidade de experimentar. Parece coisa de doido, e talvez um dia a ciência explique, mas sinto saudade do que não tive, de estar perto de alguém de quem nem ao menos sei o perfume (será que cheira bem?), beijos que não experimentei, mãos que nunca toquei, carinhos que não recebi. Coisa de menina adolescente né? Seria se eu não estivesse na casa dos 30. E antes que digam que não tive adolescência, retifico que tive sim, talvez não tão aproveitada como a de meninas de hoje em dia, mas aproveitei na medida que minha timidez me permitiu. Saudade de ouvir a voz, a risada gostosa, a respiração compassada ao fundo no telefone. Saudade de passar horas e horas conversando, aquela conversa gostosa que começa com física quântica e termina no Bob Esponja, sem eira nem beira, mas com um envolvimento sem igual.
É... saudade é como fome mesmo. Deixa um vazio, uma sensação ruim, parece que o dia não está completo, como se a gente esquecesse algo importante e não soubesse o quê. Talvez a gente até saiba o que, a gente esqueceu o coração em algum lugar, um lugar bem distante da gente, onde nunca estivemos, onde talvez um dia a gente nem vá estar, ou vá, só o tempo pode dizer. Esquecemos nosso coração na mão de alguém, essa pessoa a milhares de quilômetros. E tomara que ela cuide bem dele até nos devolver, até a gente matar essa fome, essa fome de codinome "saudade".

Daiane Jances

domingo, 11 de novembro de 2012

Te busco e me encontro

Me perdi nos seus olhos
Naveguei nos seus lábios
Busquei em ti todas as coisas
Que faltavam em mim.
Me saciei no seu corpo
Encontrei-me em seus abraços
E fiquei sem rumo
No dia em que te perdi.
Era para ser só brincadeira
Ilusões de uma noite qualquer
Amor sem fronteiras
Sem amanhecer, sem explicações
Apenas desejos de homem e mulher.
Mas é no seu abraço
Que me encontro
Na sua boca que deliro
No seu corpo que me incendeio
E de mais nada preciso.
Quero seus beijos, suas mãos a me puxar os cabelos
Suas pernas entrelaçadas na minhas
Quero te amar sem rodeios.
Te busco nas noites frias
Vagando tal qual vagabundo
Te quero, te preciso
Sem ti, sou apenas mais um no mundo.

Daiane Jances

Eterno Amor

Não importa quantos sorrisos eu encontre
O seu ainda é o que eu busco antes de dormir
Não importa quantas mãos se entrelacem às minhas
As suas é que me tocaram com maior carinho
Não importa quantas vezes mais eu irei me apaixonar
É com você que sonho todas as noites
Sou sua, sempre sua
Desde o primeiro dia em que te vi
Até meu último suspiro
Quando meus olhos fecharem pela última vez
Será em ti que estarão fixados
Mesmo que seja apenas nas suas lembranças
Mas em meu coração você será eterno.

Daiane Jances