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quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Tristeza




Náufraga no amor
Barco a deriva
Velas içadas e o vento a me arrastar ao turbilhão
Quimeras desfeitas
Sonhos interrompidos
O horizonte distante já não se vê
Poseidon arrastou-me a seus braços
Me envolvi em seus laços
E deixei-me ficar
Em brumas densas de solidão acompanhada
Nada me resta além de aceitar
Triste fim de pensamentos infantes
Ao sair de mim já nada resta
Pedaços de alma lançadas ao mar do desencanto
O que um dia fui já não importa
Por onde andei,quantas lágrimas derramei
Em que porto meu coração infeliz foi atracar
Já não faz sentido, tentar entender
No oceano salgado que brotaram de meus olhos
Mergulho sem medo
Pois sei que além-mar há um novo porto a minha espera
De águas calmas e profundas
Onde nada há além das ondas a tocar na praia
Morada de anjos e semideuses...
Com pássaros cantando e por-do-sol perfeito
Onde não partida sem a certeza de chegada
E se as águas do esquecimento me levarem
Ao menos posso dizer
Que um dia ainda que distante
Fui feliz e amei...


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