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quinta-feira, 17 de novembro de 2011

POEMA NEGRO


O céu tingido de negro reflete a cor da minha alma
No âmago mais profundo e visceral de meu ser
A chama ainda tenta manter-se acesa
O brilho que outrora surgia incandescendo e irradiando
Esvai-se minuto a minuto
Quisera eu ter a alquimia perfeita pra sobrepujar a dor

Nos castiçais de minha sala vazia e mórbida
O vento suave da desesperança vai apagando uma a uma
As poucas velas incendiadas nessa noite...
Noite sem lua e sombria

Dilacerando meu espírito e corroendo minhas forças
Os vermes pútridos da saudade festejam sobre o que me resta
Como feras insaciáveis os sentimentos mais cruéis me invadem
Quisera ter ainda a inocência perdida
A esperança renascida

Minhas mãos tocam as paredes gélidas
Frias e insensíveis como o vulto que me tornei
Tempo indigesto, malévolo e cruel
Rogaste em meus ombros as chagas mais profundas
Arrancai de meu peito a dor que me aflige

Absolve-me desse martírio infindável e prescrustado em meu coração
Ou dai-me a paz profunda, sonhada e bem vinda
Para então ver os raios de sol novamente
Brilhando por entre os galhos pela manhã...
Vida nova, sonhos novos e um agradável cheiro de flores....


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